associação floresta |
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Princípios orientadores da ação sócio-educacional
A ASSOCIAÇÃO FLORESTA - fundada no dia 10 (dez) de setembro de 2000, na cidade do Rio de Janeiro, RJ, onde tem sede e foro, estabelecida na rua Maracaí 340, Alto da Boa Vista - é uma sociedade civil não-governamental, sem fins lucrativos. As atividades desenvolvidas são gratuitas.
A ASSOCIAÇÃO FLORESTA tem por fins:
a) Promover o desenvolvimento sócio-ecológico através de uma atuação multiprofissional e transdisciplinar;
b) promover e incentivar atividades corporais e culturais em geral, tendo em vista o desenvolvimento da qualidade de vida, da saúde, da cultura e da formação profissional, o cultivo de aplicações intelectuais, de solidariedade, de cidadania e do espírito de cooperação nas relações humanas;
c) promover a aproximação e desenvolvimento social, atravás de competições esportivas, reuniões, cursos, palestras, simpósios, excursões ou quaisquer outras iniciativas de caráter esportivo, recreativo, artístico, científico, higiênico ou cultural;
d) desenvolver programas para capacitação profissional e treinamento de agentes multiplicadores nas áreas de meio ambiente e esportes;
e) prestar serviços de assessoria, consultoria, administração, desenvolvimento e condução de projetos, pesquisas, cursos, palestras, simpósios, seminários, intervenções educativas e profiláticas nas áreas de saúde, meio ambiente, esportes, artes e educação.
f) promover ação voluntária para identificar, orientar e encaminhar precocemente suspeitas de agressão ao meio ambiente, para que sejam providenciadas e aplicadas as medidas legais aos agressores;
g) defender as tradições e o patrimônio ecológico, artístico, esportivo e cultural do Alto da Boa Vista, do Município do Rio de Janeiro e, em geral, do País, colaborando sempre que for possível, ou quando solicitada, no estudo e encaminhamento de solução dos assuntos ligados a tais fins.
h) prestar atendimento social, educacional, médico e jurídico, desde que necessário e possível, a crianças, adolescentes e seus familiares, participantes dos projetos, programas e planos de ação propostos pela ASSOCIAÇÃO FLORESTA.
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1. Projeto Esportivo e Cultural para o Alto da Boa Vista
Um ponto importante que destacamos nas atividades esportivas é o seu grande poder de atração que exerce sobre os jovens e adolescentes em especial e a toda a população como um todo. Qualidade essa que pode ser utilizada com eficácia como âncora em programas de intervenção sócio-educativa de caráter multi-profissional e trans-disciplinar que possuem ações profiláticas e/ou terapêuticas para patologias sociais.
2. Educação Ambiental / Guia Turístico Mirim
A educaação ambiental e sanitária com vistas à conscientização coletiva sobre as questões ambientais, à organização comunitária e à participação na defesa da qualidade do meio ambiente em que se vive, aliada a uma perspectiva de ganho financeiro para complementação da renda familiar, pode ser uma alternativa importante de construção de "valores sociais, conhecimentos, habilidades, atitudes e competências voltadas para a conservação do meio ambiente, bens de uso comum do povo, essenciais à sadia qualidade de vida e sua sustentabilidade", que vai ao encontro da Lei Federal 9.795, de 27/04/99, que dispõe sobre a Educação Ambiental.
Somada a essa iniciativa, a instrução dos jovens sobre a história da criação do Parque Nacional da Tijuca, os seus pontos turísticos, trilhas, quedas d'água e outras atrações ecológicas da região, podem estimular a valorização individual do meio ambiente, ao mesmo tempo que fornece subsídios aos sujeitos para a orientação de turistas em vistação local.
3. Forum Nacional e Produção de Livro sobre o tema: Esporte e Lazer para as Camadas Populares
O apoio teórico sobre esporte e população carente não tem acompanhado o crescimento na relevância e no número de programas esportivos destinados a esse grupo social. Tal evidência reduz as possibilidades de avaliação e acompanhamento dos projetos em andamento, o que produz vulnerabilidade nos gestores locais e patrocinadores. Acrescente-se a isso o fato de que poucas iniciativas de teorização na área em pauta surgiram nos últimos dez anos nos EUA e na Inglaterra voltados para a juventude delinquente; correspondendo, então, a interpretações funcionalistas e compensatórias. Estas, por sua vez, tornam-se falaciosas nos países do Terceiro Mundo se generalizadas para os demais grupos sociais, por torná-los a princípio delinquentes sem que assim o sejam.
Nesse contexto de desvios e incompreensões define-se o projeto ora em apresentação, que consiste essencialmente em duas ações: (1) produção de um livro sobre o tema "Esporte e Pouplação Carente", descrevendo experiências brasileiras, e algumas estrangeiras selecionadas, procurando-se estabelecer um nexo teórico a ser disponibilizado para futuras avaliações; (2) organização do evento nacional "Esporte e População Carente", por meio do qual os gestores de projetos correntes e seus financiadores apresentariam e debateriam as realizações da área, com a participação de pesquisadores interessados no engajamento do tema.
4. Lutando para o Sucesso
O ano de 2000 culminou com a obtenção de vários tí:tulos conquistados no Campeonato Brasileiro de Karate da CBKS, Confederação Brasileira de Karatê Shotokan, pelo grupo de sujeitos residentes na Cidade de Deus, participantes da pesquisa de mestrado do professor José Antonio Vianna - O Impacto dos valores humanos do instrutor sobre a conduta dos atletas: o caso do Karate, defendida na UGF.
O sucesso alcançado por esses jovens em situa¸ão de risco, residentes em uma comunidade dominada pelo crime organizado, motivou-nos a empenharmo-nos pela participação destes e de outros jovens no Campeonato Brasileiro de 2001.
Esforço esse que consiste na realização de um torneio preparatório no mês de maio de 2001 e pela viagem e hospedagem dos atletas em Feira de Santana, Bahia, em setembro de 2001; para tal demanda de recursos para sua concretização necessitamos de parcerias.
Atualização Profissional: Atividades Sócio-educativas para População em Situação de Risco
Da relevância dos programas sócio-educativos destinados à população sob risco de envolvimento com a criminalidade emerge a necessidade de atualização / capacitação dos profissionais que atuarão junto a esse público-alvo.
O projeto em questão tem por fim fornecer alguns elementos que servirão de suporte na intervenção dos profissionais atuantes em ações formativas com jovens em situação de risco.
O curso será estruturado na (a) reflexão acerca dos pontos positivos e negativos das experiências em projetos nacionais e internacionais, implementados anteriormente; (b) nas teorias do esporte e lazer e da educação que enfocam as atividades corporais para a população carente; (c) nas aulas teóricas e práticas que contribuam na formação de projetos de vida para os jovens.
Professor de Educação Física, UERJ; Mestre em Educação Física, UGF; Professor da Universidade Salgado de Oliveira; Professor da Academia Shidokan; Professor do Clube Escolar Cidade de Deus SME/RJ; Coordenador do Clube Escolar Taquara 98/99 SME/RJ; Presidente da Associação Floresta - ONG; Assessor Técnico da SMEL/RJ.
Faixa Preta II Dan.
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Alto da Boa Vista: O paraíso nas montanhas.
Entre o céu, o mar e o inferno.
A magnífica floresta tropical da Tijuca, deslumbra a todos os turistas e enche de orgulho a população carioca e fluminense. A única floresta urbana do mundo serve de referência ecológica para o Brasil no exterior.
No entanto, contemporaneamente, a Floresta da Tijuca sofre com o descaso público face às agressões que vem sofrendo. Falar da sujeira e depredação deixada pelos visitantes, é de grande relevância. Mas no momento, nós, amantes, amigos e residentes do Alto da Boa Vista, queremos tratar de alguns aspectos que não são tão visíveis aos olhos dos visitantes, por não estarem diretamente ligados aos pontos turísticos mas ao seu entorno. Ligados a uma ecologia social, que pode vir a comprometer o meio ambiente e a segurança pública.
Não faz muito tempo, os residentes, nascidos e criados no local, orgulhavam-se com o status de residentes do paraíso. Hoje, os encontros após as celebrações religiosas, as reuniões caseiras, o bate papo após o futebol são tomados por um tema diferente: a favelização e a insegurança crescentes na região.
Vale lembrar que o pulmão verde da cidade e espelho ecológico para o mundo, tem uma posição viária estratégica. As estradas que cortam o Alto da Boa Vista, ligando a Barra da Tijuca, a Tijuca, São Conrado, Jardim Botânico e Santa Tereza, representam ainda uma via de acesso alternativa e segura para os moradores desses bairros. No entanto, essas vias encontram-se ameaçadas pela favelização permeável ao tráfico de drogas.
É crescente o número de veículos que cortam o Alto. E na mesma proporção, aumentam os roubos e assaltos nessas vias. Por hora, a desorganização da criminalidade local, não permite o fechamento das ruas em suas ações ofensivas, como em outros locais. No entanto, a ineficácia na condução das políticas públicas coordenada com as associações civis, que representam apenas os interesses particulares, não os coletivos, estão dando margem ao estabelecimento do caos.
O Projeto Favela-Bairro implementado na comunidade Mata Machado, dotou a localidade de infra-estrutura básica, sem que houvesse uma ação sócio-educativa mais importante e permanente. A formação profissional e a ocupação do tempo livre dos jovens em situação de risco parece não ser alvo de preocupação.
Entre as tentativas de controle ao crescimento desordenado das comunidades, encontra-se o projeto APARU, que sujeito aos interesses de poucos, serviu mais para a melhoria da qualidade de vida de algumas pessoas responsáveis pela implementação e / ou fiscalização deste, do que para o bem estar coletivo.
O controle que deveria ser feito no número de residências, para evitar o desmatamento da floresta, esbarrou nos interesses pessoais e político eleitorais, em que a distribuição de terrenos para construção de novas moradias atendeu a critérios questionáveis. A permissividade nas construções novas, permanência de construções irregulares e verticalização das favelas, contribuiu para o crescimento demográfico desordenado, sem que houvessem condições mínimas de saneamento. As encostas, antes tomadas por floresta, continuam a ceder espaço a construções em condição de risco.
Derivadas do crescimento populacional, aumentaram as necessidades de saneamento, educação, segurança e saúde. No entanto, algumas lideranças comunitárias e alguns representantes do poder público, parecem não notar a relevância dos temas acima citados, e de seus desdobramentos ecol&ouacute;gicos, sociais e econômicos para toda população carioca. E continuam tratando-os sem a seriedade devida. Esse descompromisso coloca em risco o potencial econômico da região, o turismo, os acessos viários importantes, a estrada das Furnas e das Canoas, e a qualidade de vida dos moradores.
É fato que o poder público possui uma atuação limitada por contingências diversas. Portanto, cabem às organizações civis a realização da interface entre as aspirações coletivas e o poder público, e contribuírem em atuações sócio-educativas, para o exercício da cidadania através de uma socialização positiva, com vistas ao desenvolvimento humano integral e à consciência social.
O distanciamento dos interesses das lideranças comunitárias, das aspirações dos moradores, pode ser notada com tanta evidência quanto o distanciamento do poder público dos problemas locais.
As questões encaminhadas acima, levaram pessoas preocupadas com as suas conseqüências, a se mobilizarem para a criação de uma associação civil não-governamental, sem fins lucrativos, com foco no desenvolvimento da qualidade de vida, da saúde, da cultura e da formação profissional, do cultivo de solidariedade, de cidadania e do espírito de cooperação nas relações humanas - a Associação Floresta. Uma associação que tem por objetivo defender e promover o patrimônio ecológico, social e cultural do Alto da Boa Vista e da população carioca, colaborando no estudo e no encaminhamento de solução dos assuntos ligados a tais fins, em associação com os poderes públicos e entidades privadas.
Essas questões indicaram também para a necessidade de uma aproximação maior do poder público municipal com a localidade, pela criação de uma Região Administrativa do Alto da Boa Vista, sendo esta uma bandeira defendida pela associação, dada a importância estratégica do Parque Nacional da Tijuca para a cidade e do grande contingente populacional que reside na região.
Esperamos assim, através de aç›es profiláticas que iniciam-se aqui, tornando público os problemas que afligem, direta ou indiretamente, a população do Alto e a toda população carioca, fazer emergir do caos em que vivemos, uma nova era bem distinta do inferno que está por vir.
Pelo presente instrumento de comunicação, vimos convidar a todos aqueles que comungam dos mesmos ideais, a somarem esforços conosco no sentido integrarem essa frente de defesa ecológica e social do nosso bairro e, por extensão a toda a cidade do Rio de Janeiro.
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Dissertação de Mestrado
Título: O impacto dos valores humanos do instrutor, sobre a conduta do atleta: o caso do karate.
Instituição: Universidade Gama Filho.
Ano: 1997.
Resumo: O nível contemporâneo de violência no ensino e na prática do karate sugere uma inversão dos valores tradicionais, no ensino desta arte marcial. Os valores tradicionais do karate envolvem os princípios básicos para a vida em sociedade. O meu objetivo neste estudo foi investigar as possíveis causas do fenômeno violência no karate. Pelo fato de violência significar uma atitude, uma postura subjetiva com implicações sociais, a abordagem escolhida foi a da psicologia social cognitiva e, dentro dela, a análise motivacional da teoria da orientação de vida por objetivos (Nicholls, 1984; Duda, 1989; Duda e Nicholls, 1992). Este estudo de desenho experimental, observou 33 sujeitos sem experiência anterior em karate, na faixa etária de 10 a 17 anos (M= 12,67, Mo= 14, Md= 13,5), divididos aleatoriamente em três grupos. Após o consentimento dos responsáveis, os grupos experimentais G1 e G2 foram submetidos a quatro meses de treinamento de karate com um instrutor comprometido com os valores humanos tradicionais desta arte marcial. Os sujeitos do grupo de controle G3 não receberam qualquer iniciação no karate. O instrumento utilizado para verificar o impacto motivacional e comportamental do instrutor sobre os sujeitos foi o QOTE (Feijó, 1997). Os testes de significância Qui-Quadrado de Friedman e H de Kruskal-Wallis não observaram diferenças significativas intra e inter-grupos, respectivamente.
Apresentação de Tema Livre
Título: Paradigma ecológico e auto-controle da violência: uma revisão face ao desporto.
Nome do Evento: Congresso de Educação, Cultura e Ecologia.
Instituição: Secretaria de Educação e Cultura de Sorocaba e SESC de Sorocaba.
Ano: 1996.
Resumo: Neste estudo, procurei vislumbrar alternativas para a prática pedagógica, à luz da arte, acerca das transformações sociais recentes, que se refletem sobretudo nos meios de socialização de crianças e jovens. O esporte apresenta-se como um instrumento pedagógico que possibilita o reconhecimento dos direitos individuais e coletivos. Colocado face ao paradigma ético / ecológico, o desporto demanda uma prática dialógica com o mundo, que contemple a ordem e a desordem, o antagonismo, a contradição e a coerência, que caminhe no sentido da criação de uma nova ordem, mais complexa. Portanto, entendo que o auto-controle da violência através do desporto será mais eficaz, quando contemplar um novo horizonte de experiências e de dialogação entre os seres humanos e de todos com o universo.
Apresentação de Pôster
Título do Trabalho: Perfil de propósitos e de expectativas de iniciantes em artes marciais.
Nome do Evento: Congresso Mundial de Educação Física - Atividade Física na Perspectiva da Cultura e da Qualidade de Vida.
Instituição: Universidade Gama Filho / AIESEP - Association Internacionale des Éscoles Supérieures dŐÉducation Physique.
Ano: 1997.
Resumo: O presente estudo, propôs-se a abordar o fenômeno da violência crescente realizada por praticantes de artes marciais, apoiado nos textos de Norbert Elias e Eric Dunning, procurando estabelecer relações entre os acontecimentos contemporâneos, alguns estudos empíricos sobre artes marciais e o processo civilizador, que tem no desporto a mediação para o auto controle da violência. Tomaram parte neste estudo 30 caratecas, 19 capoeiristas e 27 lutadores de jiu-jitsu de diversas graduações, na faixa etária de 13 a 17 anos, com até seis meses de prática. Os sujeitos foram alunos matriculados em 35 academias localizadas nos bairros classe média da Tijuca, Vila Isabel e Grajaú, zona norte do município do Rio de Janeiro. Em conclusão preliminar, admite-se que, em busca de auto-defesa, os jovens sentem-se mais confiantes e responsáveis através da prática de artes marciais. Embora em sua maioria os jovens que participaram do estudo, não se enquadrem nos pressupostos de relacionamentos sociais que levem a prática da violência - ligações segmentares - é possível que a minoria que se conforma a esses padrões, seja responsável pelo fenômeno de violência que tem sido relatado pela mídia. O conjunto dos dados sugere a busca instrumental das artes marciais por essa minoria, que é reforçada pela omissão da família e pela impunidade.
Título do Trabalho: Perfil Motivacional dos Praticantes de Arte Marcial.
Nome do Evento: I Congresso Latino Americano de Educação Motora.
Instituição: UNICAMP.
Ano: 1998.
Resumo: No presente estudo descritivo, tive por objetivo traçar o perfil motivacional dos praticantes de arte marcial, segundo a teoria da motivação por objetivos de vida (Duda e Nicholls, 1992). Para tanto, foram observados praticantes de Tae Kwon Do (N= 13), Jiu Jitsu (N= 37), Aiki Do (N= 17) Judo (N= 8) e Karate (N= 60), de faixas branca a preta. Os sujeitos responderam o QOTE (Feijó, 1997), que mede as orientações de vida tarefa e ego no esporte. O perfil motivacional predominante dos respondentes, correspondeu à orientação tarefa (78.4%). A orientação ego correspondeu a 4.5% dos respondentes, enquanto 17.2% mostraram-se ambivalentes. A maioria dos sujeitos estudados, não se enquadram no perfil que prediz um comportamento mais agressivo e violento, o que parece indicar que, de forma geral, os praticantes de arte marcial participantes do estudo, foram orientados conforme a perspectiva de orientação de vida tarefa, que é a abordagem mais adequada à formação social positiva. Um estudo que venha a observar se existe um histérico de violência no cotidiano dos demais sujeitos pode contribuir para maior compreensão do fenômeno investigado.
Apresentação de Painél
Título do Trabalho: Valores tradicionais do karate: uma aproximação histórica e interpretativa.
Nome do Evento: IV Encontro Nacional de História do Esporte, Lazer e Educação Física.
Instituição: Universidade Federal de Minas Gerais / EEF.
Ano: 1996.
Resumo: O objetivo deste estudo foi identificar os valores tradicionais do karate, desde os ensinamentos do monge indiano Bodhidarma, até os nossos dias. Para tanto, realizei um levantamento literério das obras que abordaram o karate sob perspectiva histórica ou filosófica. E entrevistamos o sensei Yasutaka Tanaka, mestre que introduziu o karate oficialmente no Brasil. A abordagem interpretativa dos dados deu-se após o levantamento histórico dos mesmos, observando o discurso manifesto.
Palestra
Título do Trabalho: Ética nas artes marciais.
Nome do Evento: Simpósio de Ética no Esporte e na Atividade Física.
Instituição: Conselho Federal de Educação Física - Universidade Castelo Branco.
Ano: 1999.
Resumo: Trabalho apresentado na Câmara de Discussão "Ética nas Artes Marciais", abordando a ética nas relações humanas e suas implicações nas artes marciais, a partir de estudos realizados sob esse enfoque.
Artigos em Periódicos Científicos
Título do Trabalho: A ocupação do tempo livre das camadas populares: uma investigação com crianças e jovens da "Cidade de Deus" - RJ.
Periódico: Motus Corporis, vol.6 - n.2, novembro, 1999.
Resumo: Um dos aspectos que podem interferir positivamente no processo pedagógico, é o conhecimento das expectativas dos sujeitos acerca da intervenção. Com esse entendimento, realizamos um estudo exploratório com alunos do ensino fundamental público do município do Rio de Janeiro, matriculados no Projeto Clube Escolar Cidade de Deus, localizado na favela Cidade de Deus. Compreender as concepções e atitudes dos alunos envolvidos em atividades fora da escola; avaliar a entrada, permanência e saída dos jovens nos grupos de atividades físicas e culturais e observar a intensidade do envolvimento; conhecer as relações entre as suas aspirações e a prática; verificar se existe relação entre a educação física escolar e a educação física fora da escola, foram enfim as propostas do presente estudo. Uma interpretação dos dados, sugere que na escola e no clube escolar, os alunos das classes populares buscam a atividade física como lazer e para fugir da rotina a que estão submetidos, seja pelas normas escolares ou pela violência das ruas que os confina em casa.
Título do Trabalho: Perfil desportivo dos praticantes de artes marciais: a expectativa dos iniciantes.
Periódico: Motus Corporis, vol.6 - n.2, novembro, 1999.
Resumo: O presente estudo propôs-se a abordar o fenômeno da violência crescente realizada por praticantes de artes marciais, apoiado nos textos de Norbert Elias e Eric Dunning, procurando estabelecer relações entre os acontecimentos contemporâneos, alguns estudos empíricos sobre artes marciais e o processo civilizador, que tem no desporto a mediação para o auto controle da violência. Tomaram parte neste estudo 30 karatecas, 19 capoeiristas e 27 lutadores de jiu-jitsu de diversas graduações, na faixa etária de 13 a 17 anos, com até seis meses de prática. Os sujeitos são alunos matriculados em 35 academias localizadas nos bairros de classe média localizados na Tijuca, Vila Isabel e Grajaú, zona norte do município do Rio de Janeiro. Em conclusão preliminar, admite-se que, em busca de auto-defesa, os jovens sentem-se mais confiantes e responsáveis através da prática de artes marciais. Embora em sua maioria, os jovens participantes do estudo, não se enquadrem nos pressupostos de relacionamentos sociais que levem a prática da violência - ligações segmentares - é possível que a minoria que se conforma a esses padrões, seja responsável pelo fenômeno de violência que tem sido relatado pela mídia. O conjunto dos dados sugere a busca instrumental das artes marciais por essa minoria, que é reforçada pela omissão da família e pela impunidade.
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